Dicas e cuidados com o seu animal

Dr. Marcel Benedeti recomenda como agir em caso de suspeita de envenenamento de animais.

“Quando houver a suspeita, dar água morna salgada ou água oxigenada 10 vol. (uma colher de sopa), que , em contato com o estomago, vira água morna salgada e faz o animal vomitar . Em seguida, dar ATROVERAN (1 gota por kg de peso de 6 em 6 horas), que é o melhor antídoto para venenos do tipo 1080 e chumbinho. ”
Tenha sempre Atroveram por perto e repasse esta informação para as pessoas que você conhece. Isso pode salvar vidas.
O carvão vegetal também ajuda muito em envenenamentos (inclusive em humanos ), pois é absorvente. Já existe, nas farmácias, em comprimidos.

ESTRANHO, PORÉM, VERDADE: gatos não sentem o sabor doce

Existe uma razão para o desdém dos gatos pelo açúcar – e seu amor pela ração úmida em vez da seca

Revista Scientific American Brasil / por David Biello

Açúcar, condimentos e outras coisas gostosas parecem não ser nada atraentes para os gatos. Nossos amigos felinos se interessam por apenas uma coisa: carne (e também, é claro, uma soneca revigorante para poder continuar caçando, ou uma preguiçosa sessão de carinho). Isso não acontece só porque dentro de cada gatinho malhado se esconde um assassino pronto para agarrar um passarinho ou torturar um camundongo, mas também porque os gatos não possuem a capacidade de sentirem o sabor doce – diferentemente de todos os outros mamíferos pesquisados até hoje.

A língua da maioria dos mamíferos é recoberta por grupos de papilas gustativas, sendo que cada grupo possui receptores para detectar sabores específicos. Cada papila possui proteínas em sua superfície que se ligam à substância em contato com ela, ativando os mecanismos internos da célula e enviando uma mensagem ao cérebro, que por sua vez decodifica o sabor. Humanos possuem cinco tipos de papilas gustativas (possivelmente seis): azedo, amargo, salgado, doce e umami (sabor que alguns aminoácidos como o glutamato e o aspartato produzem). Existe também a possibilidade de possuirmos um sexto receptor que identifica o sabor de gordura. O receptor de doce é, na verdade, é formado por duas proteínas emparelhadas, produzidas por dois genes diferentes, o Tas1r2 e o Tas1r3.

Quando funcionam normalmente, as duas proteínas emparelhadas identificam quando algo de sabor doce entra em contato com a língua, e a informação é rapidamente enviada para o cérebro. Isso porque o sabor doce é sinal de que um carboidrato rico em energia está chegando. Os carboidratos são importante fonte energética tanto para os herbívoros quanto onívoros, categoria na qual nos encaixamos. Mas os gatos são provenientes de uma linhagem nobre – a dos carnívoros – ou seja, se alimentam exclusivamente de carne.

Seja a dieta alimentar a causa ou efeito, todos os felinos, leões, tigres, ou um gato rajado comum são desprovidos de 247 pares de bases nitrogenadas que formam o DNA do gene Tas1r2. Como resultado, não se codifica propriamente uma proteína, nem um gene, apenas um pseudo gene, o que não permite que os gatos sintam o sabor doce. “Os felinos não sentem o sabor doce do mesmo modo que nós”, afirma Joe Brand, bioquímico e diretor associado do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia. “Por um lado podemos dizer que os gatos são sortudos: você já viu como eles têm dentes saudáveis?”.

Brand e seu colega Xia Li descobriram o “pseudo-gene”, após décadas de evidências seguidas como, por exemplo, o fato de que os gatos não mostrarem nenhuma preferência entre água açucarada e água pura – fato que não acontece com outros animais, que tem interesse pela água adoçada. É claro que existem histórias de gatos que tomam sorvete, que comem algodão doce e correm atrás de marshmallows. “Talvez alguns gatos possam usar seus receptores Tas1r3 para provar açúcar em alta concentração.” Diz Brand. “É um fato incomum, e ainda não temos certeza” conclui.

No entanto, os cientistas sabem que os felinos conseguem provar sabores que nós não conseguimos definir, como o da adenosina trifosfato (ATP), o composto que fornece energia a cada célula viva. “Esse é um sinal de que estão comendo carne” Brand explica. “Vários outros animais possuem diferentes tipos de receptores”, explica Li. Desde galinhas, que também não possuem o receptor para doce, ao bagre, que consegue detectar aminoácidos na água mesmo em concentrações nanomolares. “Seus receptores são mais sensíveis do que a concentração de fundo,” explica Brand, “O bagre que consegue localizar a comida em decomposição mais rapidamente é o que tem mais chances de sobreviver”.

Até agora os felinos são os únicos mamíferos que não tem o “gene do doce”; mesmo seus parentes próximos, também carnívoros, como as hienas e mangustos possuem a capacidade de detectar o sabor doce. Além disso, os felinos podem não ter outras funções relacionadas ao aproveitamento (e digestão) de açúcares, como a glucoquinase, uma enzima encontrada no fígado, fundamental no metabolismo dos carboidratos e responsável por evitar o excesso de glicose no organismo. Apesar disso, os maiores fabricantes de rações para gatos nos Estados Unidos usam milho e outros tipos de cereais em suas formulações. “Talvez esse seja o motivo dos gatos começarem a apresentar problema de diabetes” sugere Brand. “A ração para felinos contém 20% de carboidratos. Os gatos não estão acostumados, e por isso o organismo não sabe como tratar adequadamente essa fonte de nutrientes.” É muito provável que esses incríveis predadores suburbanos estejam se machucando por não sentirem o sabor daquilo que estão ingerindo. Mas isso não quer dizer que os apaixonados por gatos devam se preocupar se o gatinho resolver caçar uma sobremesa mal vigiada.

Fonte: www2.uol.com.br/sciam/noticias

ROUPAS PARA ANIMAIS, É PRECISO?

Algumas pessoas questionam sobre o uso de roupinhas em cães: é necessário ou trata-se apenas de um “luxo” dos donos?

O cão possui uma camada de pêlos que o aquece nos dias mais frios. Algumas raças como o Huski Siberiano, Terra Nova e outras, possuem duas camadas de pêlo, além de uma grossa camada de gordura sob a pele. Para esses cães, o frio não é problema e a roupa é dispensável. No entanto, as raças de pelagem curta e até mesmo raças com pêlos mais longos, mas que não possuem adaptação para o frio, sofrem com temperaturas baixas. Nesse caso, a roupinha é necessária para aquecer o animal e não é apenas um luxo do dono.

Na natureza, os cães selvagens e os lobos tem as tocas para se abrigarem e dormem uns próximos aos outros para se aquecerem no frio. Além disso, estão naturalmente adaptados as baixas temperaturas, o que não ocorre com muitas das raçãs de cães criados pelo homem.

O uso de capinhas de chuva pode parecer um grande supérfluo para alguns, no entanto, animais idosos, e/ou com alteração de coluna, podem ter problema ao se molharem nos dias frios e chuvosos. Isso sem contar com o odor da pelagem, o conhecido “cheiro de cachorro molhado”. Assim, se o cão pegar chuva, deve ser seco para não cheirar mal. Se usar uma capa, discreta, para os passeios nos dias de chuva, melhor.

Em países com temperaturas muito baixas no inversno, o uso de sapatos evita que os cães queimem as patas na neve. Os sapatos também podem ser usados no verão, durante os passeios, também para evitar queimaduras nas patas. Também servem para protegê-las de umidades, as maiores causadoras de dermatites. O sapato também pode ajudar a manter curativo e a isolar a pata machucada do solo.

Devemos ter em mente que a roupa pode ser um grande incomodo para nossos amigos, quando o seu uso não passa de uma tentativa do dono de “humanizar” o animal. No mercado, existem todos os tipos de acessórios, de bonés e gravatas a fantasias para cães.

NOSSO CONSELHO

Use em seu animal apenas o que é necessário, (para aquecê-lo no inverso, por exemplo), ou em ocasiões especiais. Cuidado para não ridicularizá-lo. O que pode ser bonitinho para você, pode ser detestável para ele.

Não insista se o cão não quiser usar a roupinha, mesmo que seja para protegê-lo do frio. Dê-lhe o direito de escolher o seu próprio “guarda-roupa”. Roupas de lã podem agravar o quadro de animais alérgicos e provocar muitos nós nos cães de raças de pelagem longa.

Roupas em gatos, nem pensar. Os bichanos são espertos e procuram lugares quentes no inverno. Detestam roupa ou qualquer outro acessório.

 

CONTROLE DE PULGAS

É muti raro encontrar um animal que ainda não tenha tido pulgas. E como é difícil acabar com elas… as pulgas se reproduzem com uma facilidade e velocidade incrível e, se a infestação não for combatida logo no início, o problema toma proporções assustadoras. Isso sem contar com as doenças causadas pelas pulgas. Há pessoas que chegam a intoxicar seu cão ou gato com inseticidas, mas as pulgas continuam vivas.

IMPORTANTE:

  • Nunca aplique em seu animal produtos que são utilizados na casa, contra insetos e baratas;
  • Filhotes, fêmeas gestantes e gatos, não devem ser banhados com produtos inseticidas;
  • Consulte o veterinário, antes de usar qualquer produto anti-pulgas;
  • Banhos anti-pulgas devem ser dados com o cuidado do animal não lamber o produto durante o banho. O mesmo para o uso de talcos. A ingestão pode causar intoxicação;
  • Animais com ferimentos abertos (feridas ou queimaduras), não devem ser tratados com produtos anti-pulgas tópicos (para passar, banhar ou aspergir)

É POSSÍVEL PREVINIR A INFESTAÇÃO DE PULGAS?

O controle da infestação de pulgas se faz através de medidas simples:

  • Banho anti-pulgas frequentes;
  • Uso de produtos anti-pulgas de longa duração em gostas, para aplicar topicamente, spray ou por via oral (comprimidos);
  • Deve-se evitar o uso de carpetes em casas que tenham animais. Pisos “frios” e bem rejuntados, sem frestas, evitam a proliferação das pulgas;
  • Usar produtos anti-pulgas nas casinhas dos cães, periodicamente. Tapetes e cobertores dos animais, devem ser labados com frequencia;
  • Tosar os animais nas épocas mais quentes, para se controlar melhor as pulgas e facilitar o banho;
  • Alguns locais como praças, canteiros e jardins, podem ter focos de pulgas, por serem frequentados por muitos animais. Se você perceber que o cão volta se coçando do passeio, evite esses locais.

Sempre que seu animal tiver uma infestação de pulgas, você deve procurar um veterinário, para que ele prescreva um vermífugo. As pulgas podem transmitir vermes e causar anemia, além de perturbar e até mudar, temporariamente, o comportamento do seu animal, que vai ficar mais irritado, impaciente e exausto de tanto se coçar. Alguns cães chegam até a se mutilar, causando ferimentos graves pela coceira, além de poder causar doenças.

NÃO ESPERE SEU ANIMAL TER PULGAS, COMECE A COMBATÊ-LAS DESDE JÁ.